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An Nyung*

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Cheguei no Brasil há oito dias e tenho sentido falta de milhares de coisas do Oriente. Do cheiro da comida japonesa (que eu não suportava quando cheguei lá), do ofurô todas as noites depois do banho, do som da conversa entre os japoneses ou entre os coreanos, de ouvir bossa nova nos restaurantes, lanchonetes e supermercados…
 
Na despedida do blog, coloco, aqui, fotografias de outras coisinhas gostosas que tinham por lá e que já me fazem querer voltar. A primeira foto, ali em cima, mostra uma delas — o sorriso e o jeito divertido dos coreanos.
 
Para o pessoal que acompanhou minha viagem, kamsanida (obrigada, em coreano) ou arigatoo goizamas (em japonês) a todos.
 

 Para aqueles que querem ler um pouco mais sobre as cerejeiras, deixo como sugestão o livro “De carona com Buda: o Japão de cabo a cabo“, de Will Ferguson (site em inglês). Também tem o filme Hanami – cerejeiras em flor (site em alemão). Se você tiver outras dicas, por favor, manda.

 
Até a próxima ;D
 
 

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Tenho sentido falta de andar pelas pequenas ruas do Japão, cheias de casinhas quase sem janelas e de restaurantes com lanternas penduradas nas fachadas…

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De esbarrar com mulheres vestidas com kimonos (elas precisam fazer curso para aprender a vesti-los sozinhas. Uma colega foi à “aula de vestir kimono” uma vez por semana durante três meses!)…

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De passar na frente das lojas de doces só para ver as embalagens — uma mais bonita do que a outra e todas feitas com a agilidade das mãos japonesas para dobraduras…

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De encontrar uma máquina de sorvete ou de refrigerante, chá, café e chocolate quente em qualquer cantinho, inclusive em garagens de prédios residenciais…

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De passear pelo centro das cidades no fim do dia para ver os japoneses bebendo, ficando alegrinhos e esquecendo as milhares de regras de etiquetas do país…

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De assistir patinação no gelo ou luta de sumô dentro do carro ou no celular
 
um

 

 

dois

De ir ao mercado para observar os produtos diferentes, principalmente os peixes e frutos do mar…
 
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Das maravilhosas padarias com todos os tipos de pães possíveis (menos dos que vem com pasta de feijão dentro!)…

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De caminhar na beira dos rios e atravessá-los pulando pedrinhas…

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De observar as fofas crianças orientais…

terceiro

Das cerejeiras, claro…

 segundo

De esperar as flores desabrocharem e de ficar encantada com elas abertas…

primeiro

E da neve de pétalas no Parque Ueno, em Tóquio.

* An nyung: tchau em coreano

Florianópolis, 28 de abril de 2009

A reconstrução de Seul

Troca da guarda é realizada no palácio Gyeongbokgung, em Seul

Troca da guarda é realizada no palácio Gyeongbokgung, em Seul

Se os japoneses reconstruíram seus castelos depois de incêndios, raios ou bombas atômicas os destruírem, o mesmo vem fazendo os coreanos após a ocupação nipônica. A Coreia do Sul foi anexada ao Japão no início do século passado e permaneceu como colônia até a Segunda Guerra Mundial.

Em 1915, 90% do palácio Gyeongbokgung foi destruído pelos japoneses. Há apenas 20 anos, os coreanos começaram a reerguer seu antigo e principal palácio, localizado no centro de Seul. No meu último dia na cidade, visitei o local. O trabalho ainda não foi finalizado, mas parece estar adiantado, já são dezenas de prédios restaurados.

Com Gyeongbokgung (Grande palácio abençoada pelo céu, em português), os coreanos tentam trazer sua história e tradição de volta. As novas construções trazem todos os detalhes das originais e a guarda do palácio é feita seguindo os antigos costumes.

Ocidente, 21 de abril de 2009

Protesto contra a carne de cachorro

Coreanas recolhem assinaturas para abaixo-assinado contra matança

Coreanas recolhem assinaturas para abaixo-assinado contra matança

A carne de cachorro não é muito popular na Coreia. Os que comem parecem ser a minoria. As mulheres dificilmente apreciam a carne do nosso animal de estimação. Até agora, não vi nenhum restaurante que oferecesse algum prato feito com cachorro em seu menu, mas dizem que a sopa é o mais comum.

Andando pelas ruas do centro da cidade, esbarrei com essa barraquinha da foto. Duas mulheres coreanas gritavam e pediam para que as pessoas assinassem um manifesto contra a matança dos cães e contra aqueles que se alimentam da carne do animal.

Seul, 15 de abril de 2009

O florescer das cerejeiras na Coreia

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O florescer das cerejeiras na Coreia do Sul não é tão esperado como no Japão, onde a sakura marca o fim do ano financeiro e é um momento de olhar para trás e para frente, de afogar as mágoas ou celebrar um ano de sucesso.

As cerejeiras são símbolo do Japão e estão em todas as ruas, amontoadas e criando um espetáculo. Na Coreia, elas aparecem mais espalhadas e talvez sejam apenas mais uma marca da ocupação japonesa.

Durante meu ohanami em Seul (que obviamente não é chamado assim pelos coreanos), ouvi algo do tipo: “essas árvores são dos japoneses, que mataram nossa imperatriz e tanto nos fizeram mal”. Mesmo assim, os coreanos não deixam de ir aos parques nessa época do ano, de deitar embaixo das árvores, de beber soju (bebida típica feita a partir do arroz) e de fotografar as flores.

Os ohanamis coreanos parecem não ser exatamente um modo de comemorar as cerejeiras em flores, mas, sim, de festejar com os amigos durante a época do ano na qual começa fazer calor.

Nas festas por aqui, há menos álcool, mas há uma atmosfera calorosa e com mais contato físico. Os amigos se abraçam e os casais (apesar de não se beijarem em público, assim como os japoneses) demonstram seu afeto com algumas carícias e andando de mãos dadas.

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Seul, 15 de abril de 2009

Sayonara, Japão

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Com trânsito caótico, multidões correndo pelas ruas, arranha-céus iluminados com neon e parques movimentados e tranquilos, ao mesmo tempo, Tóquio é a metrópole que realmente não para. Uma cidade onde tecnologia, moda, música, comida e tradição se misturam.
 
 Ao andar por uma das 215 estações de metrô da cidade (uma delas possui 80 saídas!!!), não se pode parar nem para procurar uma placa. A multidão vem com pressa atrás de você e um esbarrão será certo.
 
No final do dia, são tantas pessoas cruzando as ruas sob os prédios iluminados e com modelos arquitetônicos futurísticos que parar para assistir o movimento é uma diversão.
 
 
 

 

Movimento no fim de tarde no bairro Shibuya, em Tóquio
Movimento no fim de tarde no bairro Shibuya, em Tóquio

Fugir dessa confusão, no entanto, é possível dentro da cidade. No Parque Ueno, por exemplo, o movimento intenso de turistas e de japoneses não impede de se ter uma tarde tranquila e agradável entre os lagos, as árvores e os artistas de rua.

Nessa semana, as pétalas das flores das cerejeiras começaram a dar espaço a folhas verdes no Parque Ueno. Elas choveram sobre o parque e se despediram de mim enquanto eu me despedia do Japão. Elas caíam como confete, e as crianças brincavam com elas assim como nós fazemos no Carnaval. Os pequenos japoneses, com seus olhos puxados e suas bochechas avermelhadas, juntavam as pétalas e as jogavam para o ar. Músicos, mímicos e palhaços divertiam a população. O chão ficou rosado e os moradores de Tóquio aproveitaram para contemplar o fim da passagem da Sakura Zensen (Frente de Flores de Cerejeira) pela cidade.

Foram apenas duas semanas em que as flores apareceram (e eu tive oportunidade de acompanhar essa breve explosão). A beleza das cerejeiras é efêmera, e os japoneses dizem que isso serve para lembrar que as coisas belas e alegres passam rapidamente.

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Minha passagem pelo Japão também foi rápida e já acabou. Deixei o país na sexta-feira. Consegui, porém, prolongar o prazer de contemplar as cerejeiras. Estou na Coreia do Sul, onde as flores ainda estão abertas. Amanhã, participarei de uma festa de ohanami aqui, em Seul. Além das historias coreanas que estão por vir, ainda restam muitas que vivi no Japão para contar e que não tive tempo.

Seul, 11 de abril de 2009

O maior mercado de peixes do mundo

Peixes a venda no mercado de Tsukiji, em Tóquio

Peixes a venda no mercado de Tsukiji, em Tóquio

Dizem que o mercado de peixes de Tsukiji, em Tóquio, é o maior do mundo. São vários galpões gigantescos com caminhões e carros sendo descarregados e carregados dos mais variados tipos de peixe (que ainda escorrem água do mar).

Entre as 5h e as 8h, ocorre o tradicional leilão de frutos do mar. São cerca de 15 mil donos de restaurantes e vendedores, todas as manhãs (com exceção das quarta-feiras), comerciando 450 diferentes tipos de frutos-do-mar em 1,7 mil bancas. O atum é a mercadoria mais procurada e seu leilão, o mais disputado.

Cheguei no mercado às 10h da manhã e já me arrependo profundamente de ter perdido a hora e o leilão. Mesmo assim, foi uma experiência sem igual. Ao desembarcar do trem na estação ao lado do mercado, já podia sentir o cheiro de peixe. Nos galpões, a maioria dos vendedores já lavavam suas bancas para receber os peixes do dia seguinte. Alguns ainda vendiam peixe, lula, camarão e muitos animais marítimos que nunca havia visto antes.

Tóquio, 10 de abril de 2009

A diversão típica dos japoneses

Cena de Encontros e Desencontros, filme de Sofia Coppola rodado em Tóquio

Cena de Encontros e Desencontros, filme de Sofia Coppola rodado em Tóquio

Depois de 17 dias no Japão, fui a um karaokê. O escritor inglês Jonathan Rice, que morou 12 anos por aqui, diz, em seu livro Behind the japanese mask, que nunca se deve recusar um microfone no Japão e que por pior que você cante, sempre terá alguém ainda pior. Durante a noite, o que importa é o esforço que você realiza para (tentar) se sair bem. Segundo Rice, não cantar é um dos piores insultos que um japonês pode receber.

Ao contrário do que eu imaginava, aquele bar grande com um palco e um microfone para os amadores não é o modelo tradicional de um karaokê no Japão. Cada grupo de amigos se diverte em uma sala fechada, onde nenhum estranho poderá ver um fiasco ou assistir a um show — dependendo do cantor. A ideia é que se você vai passar vergonha, que seja só na frente de seus amigos. O garçom só entrará na sala quando algo for pedido pelo interfone.

Infelizmente, eu dividi uma sala apenas com colegas brasileiros. Ao sair, percebi que alguns japoneses estavam incrivelmente mais animados do que nós. Cantavam alto, tocavam pandeiro (há pandeiros nos karaokes!) e, pelas sombras da porta, pareciam dançar.

Se a sala em que eu estava não era a mais animada das cerca de 40 que existem no karaokê em que estive, era aquela onde foi filmada cena do filme Encontros e Desencontros. A mesma sala com papel de parede azul com linhas prateadas, iluminação de boate (que acende quando você canta) e vista para os prédios iluminados das agitadas ruas do bairro Shibuya, em Tóquio.

Tóquio, 8 de abril de 2009

A regrada cerimônia do chá

Mulheres permanecem ajoelhadas durante a cerimônia de uma hora

Mulheres permanecem ajoelhadas durante a cerimônia de uma hora

Importado da China, o chá chegou no Japão no século VIII. No início, os nobres saboreavam a bebida em festas. Mais tarde, por volta de 1500, o costume de beber chá foi transformado em uma cerimônia repleta de significado espiritual.

A casa onde as cerimônias são realizadas são pequenas e sempre possuem um jardim, já que o evento começa, normalmente, com uma caminhada pelo local. Antes de entrar na sala onde o ritual é realizado, é preciso retirar relógios, pulseiras e anéis, pois eles podem estragar a cerâmica na qual o chá é servido.

Ao entrar na sala, deve-se admirar as características dela (quase sempre um quadrado com tatame no chão e uma parede com umas três ou quatro prateleiras!), os utensílios do chá (louças antigas feitas por artistas reconhecidos) e o arranjo floral (montado de acordo com as regras do ikebana). Dizem que o importante do ritual é apreciar o momento. Algo um pouco difícil quando se está sob a pressão de acertar dezenas de regras.

Durante a cerimônia, que dura uma hora, os folgados dos homens sentam com as pernas cruzadas, enquanto as mulheres precisam ficar ajoelhadas (e eu estou com meus joelhos ralados). Após cinco minutos nessa posição, os pés começam a formigar. Então, a pessoa que irá servir o chá entra na sala, e essa será a primeira vez (de muitas) em que se coloca as mãos em frente aos joelhos e abaixa o corpo, reverenciando e agradecendo a tia do chá.

A moça do chá, que entrou andando de joelhos na sala, sai e volta – dessa vez, arrastando os pés no chão. Ao se ajoelhar novamente, ela começa o preparo da bebida, que inclui o modo correto de colocar o chá na tigela (chawan), o modo correto de fechar o pote onde está o chá (natsume), o modo correto de pegar a concha de bambu (hishaku) que servirá o chá, o modo correto de bater o pó do chá na água e outros mil modos corretos.


6180505Sachiko, a mulher que nos serviu, estava visivelmente nervosa. Ela estuda a cerimônia há três anos e é considerada uma iniciante. Sachiko quer ser professora de cerimônia do chá e diz que será necessário mais uns 20 anos de dedicação para atingir a qualificação exigida.

O chá é preparado em várias porções, cada uma serve apenas uma pessoa. Depois de ser servido, é preciso fazer a reverência mais uma vez (enquanto isso os joelhos latejam e os pés dormem), segurar a tigela com a mão direita, colocá-la na mão esquerda, girá-la 90 graus em sentido horário e, finalmente, consumir toda a bebida que está no chawan em três goles e MEIO (?). Isso mesmo, três goles e meio.

 

 

 

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Em seguida, deve-se apreciar o chawan, colocá-lo no chão e fazer outra reverência. A sequencia será repetida com um chá um pouco mais forte. No meio disso tudo, uma bolachinha de açúcar em formato de flor de cerejeira é consumida e o professor repete sem parar: “o importante é apreciar o momento”…

Osaka, 6 de abril de 2009

Os sinais e as histórias da bomba atômica

O resto da construção do Salão da Promoção Industrial é, hoje, patrimônio da humanidade

O resto da construção do Salão da Promoção Industrial é, hoje, patrimônio da humanidade

O prédio de Promoção Industrial de Hiroshima, construído em estilo ocidental no início do século passado, foi uma das únicas construções da cidade que, pelo menos o esqueleto, permaneceu em pé após a bomba atômica. Cerca de 120 pessoas trabalhavam no local às 8h15min do dia 6 de março de 1945, quando a bomba explodiu a uns três quarteirões do prédio. Todos morreram na hora. Hoje, os restos da construção, conhecida como Cúpula da Bomba-A, são protegidos pela Unesco.

Desnecessário falar dos sentimentos provocados ao passar pela Cúpula da Bomba-A, pelo Parque Memorial da Paz e pelo Museu Memorial da Paz. No museu, é possível conhecer a história da cidade, da Segunda Guerra, da bomba atômica e da vida dos que morreram e dos que sobreviveram após a explosão.

Lancheiras queimadas de crianças que morreram queimadas estão expostas no local, junto com fotografias de pessoas que viveram por até dois dias praticamente sem pele no corpo e com o rosto completamente desconfigurado e imagens das unhas pretas de um senhor que perdeu cerca de um centímetro de dois dedos da mão. Mesmo após a amputação, essas unhas continuava crescendo nas pontas dos dedos. Unhas com vasos sanguíneos, que, cada vez que quebravam, expeliam grande quantidade de sangue.

6174742No museu, também estão expostos os origamis feitos por Sadako Sasaki, uma menina que morreu de leucemia após receber a radiação emitida pela bomba. Sadako tinha dois anos quando a bomba atômica foi jogada em Hiroshima. Dez anos depois, ela desenvolveu a doença. No hospital, acreditando na lenda que dizia que uma pessoa teria seu desejo realizado após fazer mil pássaros de papel (grous), Sadako passou seus dias concentrada no origami. Ela morreu em outubro de 1955, após passar oito meses doente no hospital e fazer quase os mil grous.

O Monumento da Paz das Crianças, no Parque Memorial da Paz, foi construído baseado na história de Sadako. No alto dele, há um pássaro voando sobre uma menina. Dentro dele, um sino em forma de grou.

Hiroshima, 5 de abril de 2009

Ohanami sob o Castelo de Hiroshima

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Hiroshima é linda. Construída na região da foz, em formato delta, de um rio, é cortada por canais margeados por árvores e conectada por dezenas de pontes. As pessoas se locomovem velozmente pela cidade em bicicletas. Pelas ruas, circulam, ao mesmo tempo, bondes antigos (com a cara do pós-guerra) e modernos (vindos da Alemanha, com o design semelhante ao de um trem bala).

Nessa semana, a cidade estava ensolarada e as cerejeiras abertas em cerca de 80%. Durante os dias e as noites ,foi possível ver os japoneses celebrando a sakura (florescer das cerejeiras) em festas de ohanami (contemplação das flores).

No parque do Castelo de Hiroshima, muitos reservavam seu local para realizar as festas. Descobri que, normalmente, as pessoas que passam o dia fritando a cabeça no sol para garantir um lugar sob uma cerejeira são os calouros das empresas. Os novatos no trabalho são enviados aos parques pelos chefes para guardarem o local onde todos irão contemplar as cerejeiras no final do dia.

Como tudo em Hiroshima, o castelo da cidade (construído originalmente em 1589) foi destruído pela bomba atômica. No ano passado, os japoneses comemoraram os 50 anos da reconstrução do prédio, que, agora, abriga um museu.

Hiroshima, 4 de abril de 2009

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