
Para aqueles que querem ler um pouco mais sobre as cerejeiras, deixo como sugestão o livro “De carona com Buda: o Japão de cabo a cabo“, de Will Ferguson (site em inglês). Também tem o filme “Hanami – cerejeiras em flor“ (site em alemão). Se você tiver outras dicas, por favor, manda.

Tenho sentido falta de andar pelas pequenas ruas do Japão, cheias de casinhas quase sem janelas e de restaurantes com lanternas penduradas nas fachadas…

De esbarrar com mulheres vestidas com kimonos (elas precisam fazer curso para aprender a vesti-los sozinhas. Uma colega foi à “aula de vestir kimono” uma vez por semana durante três meses!)…

De passar na frente das lojas de doces só para ver as embalagens — uma mais bonita do que a outra e todas feitas com a agilidade das mãos japonesas para dobraduras…

De encontrar uma máquina de sorvete ou de refrigerante, chá, café e chocolate quente em qualquer cantinho, inclusive em garagens de prédios residenciais…

De passear pelo centro das cidades no fim do dia para ver os japoneses bebendo, ficando alegrinhos e esquecendo as milhares de regras de etiquetas do país…




Das maravilhosas padarias com todos os tipos de pães possíveis (menos dos que vem com pasta de feijão dentro!)…

De caminhar na beira dos rios e atravessá-los pulando pedrinhas…

De observar as fofas crianças orientais…

Das cerejeiras, claro…

De esperar as flores desabrocharem e de ficar encantada com elas abertas…

E da neve de pétalas no Parque Ueno, em Tóquio.
* An nyung: tchau em coreano
Florianópolis, 28 de abril de 2009










Sachiko, a mulher que nos serviu, estava visivelmente nervosa. Ela estuda a cerimônia há três anos e é considerada uma iniciante. Sachiko quer ser professora de cerimônia do chá e diz que será necessário mais uns 20 anos de dedicação para atingir a qualificação exigida.

No museu, também estão expostos os origamis feitos por Sadako Sasaki, uma menina que morreu de leucemia após receber a radiação emitida pela bomba. Sadako tinha dois anos quando a bomba atômica foi jogada em Hiroshima. Dez anos depois, ela desenvolveu a doença. No hospital, acreditando na lenda que dizia que uma pessoa teria seu desejo realizado após fazer mil pássaros de papel (grous), Sadako passou seus dias concentrada no origami. Ela morreu em outubro de 1955, após passar oito meses doente no hospital e fazer quase os mil grous.